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Resumo da Carteira de Setembro

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Setembro foi um mês de alta moderada, com a carteira registrando ganho de +1,79% e no acumulado do ano, o desempenho chega a +12,61%, superando o CDI (+10,36%). No Brasil, o cenário político trouxe as incertezas sobre o ajuste das contas públicas, o governo federal buscou novas fontes de arrecadação para cumprir a meta, mas a resistência no Congresso e a lentidão em aprovar medidas tributárias ampliaram as dúvidas do mercado sobre o controle das despesas. O ambiente para investimentos em ações no Brasil segue desafiador. A economia cresce pouco, a produtividade está estagnada e não há catalisadores claros de expansão. Além disso, o cenário global de juros altos e tensões comerciais redireciona capitais para mercados mais seguros. Nos Estados Unidos, o S&P 500 mostrou leve realização após meses de alta, com os investidores ajustando expectativas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve. Por fim, o ouro valorizou cerca de +11% e o bitcoin avançou aproximadamente +8...

Resumo da Carteira em Agosto

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No mês de agosto a carteira teve rentabilidade positiva de +2,70%, se recuperando da queda do mês passado e no ano a rentabilidade está em +10,63%. Em agosto, o Brasil registrou deflação de –0,11%, mas a inflação em 12 meses segue acima da meta, em 5,13%, o Banco Central manteve a taxa Selic em 15%, o país ainda está passando pelo tarifaço de Trump, o Brasil levou a situação na OMC, porém até o momento sem sucesso, o mercado está cauteloso se caso o Bolsonaro seja realmente preso, se virá mais alguma punição por parte dos americanos e o dólar segue caindo. No cenário internacional, a China continuou em desaceleração, com a produção industrial e as vendas no varejo crescendo abaixo do esperado e o setor imobiliário em crise persistente, desde o caso da Evergrande em 2021. Nos USA o S&P 500 renovou máximas históricas, sustentado por balanços corporativos sólidos e expectativas de cortes de juros pelo Fed ainda em 2025 e a inflação segue controlada. Abaixo, segue o histórico c...

Resumo da Carteira em Julho

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 Julho foi um mês ruim para os meus investimentos, a carteira encerrou o período com uma queda de -2,09%, sendo impactada pelo noticiário externo e interno. Aqui no Brasil, o destaque ficou para o chamado “tarifaço”, com a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, o mercado esperava uma postura mais conciliadora, porém o governo optou por ampliar o crédito aos setores impactados, essa ação intensificou a polarização política para as eleições de 2026 e deixou em segundo plano a questão fiscal. Atualmente, a dívida pública brasileira representa cerca de 76,6% do PIB, com tendência de crescimento e não vemos iniciativas para que o problema fiscal seja contido.  Abaixo, tem a evolução da dívida desde 2006. Fonte: Clube dos Poupadores Sobre a economia global, o crescimento mundial mostrou sinais de desaceleração, pressionado pelas tensões comerciais (tarifas dos USA), incertezas fiscais em várias regiões e desaceleração clara da China, apesar disso, o mercado dos Estados ...

Resumo da Carteira em Junho

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  Em junho a carteira teve rentabilidade 1,78%, acumulando uma valorização de +10,09% no ano. Internacionalmente, o mercado está apreensivo com as taxas impostas pelo Trump, inflação que não perece recuar e das tensões geopolíticas em diferentes regiões. Além disso, a corrida tecnológica liderada por empresas de inteligência artificial também tem gerado volatilidade e reavaliação de múltiplos. Esse cenário afetou negativamente ativos internacionais, sobretudo os ETFs as ações norte-americanas presentes na carteira. No Brasil, a economia dá sinais de recuperação gradual, mas ainda enfrenta desafios políticos e fiscais relevantes. O governo busca elevar a arrecadação para sustentar políticas sociais em expansão, com foco já nas eleições de 2026, o que tem gerado preocupação nos mercados sobre o equilíbrio fiscal no médio prazo. A estrutura da carteira mantém um perfil moderado, com predomínio de renda variável e boa diversificação entre classes de ativos: Destaques do mês: SAPR...

Resumo da Carteira em Maio

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O mês de maio foi marcado por um cenário econômico de transição no Brasil. A inflação desacelerou, com o IPCA-15 marcando 0,36%, o menor nível para o mês em cinco anos, principalmente por conta da queda nos preços de alimentos. Por outro lado, a condução da política econômica por parte do governo gerou incertezas, com o episódio envolvendo o recuo na decisão de alteração do IOF sobre investimentos no exterior, que demonstrou certa desorganização e falta de planejamento, demonstrando que o governo não discutiu a medida proposta com o Bacen, especialistas, bancos e outras instituições que poderiam alertá-los do aumento do IOF. A Selic foi mantida em 14,75%, o que sustentou o bom desempenho do CDI no mês, com alta de 1,14%. Mesmo com esse cenário de juros elevados, minha carteira teve um desempenho positivo de 0,65% em maio, acumulando 8,17% no ano, acima dos 5,26% do CDI no mesmo período, o que considero um resultado satisfatório até aqui. Apesar de eu ter uma carteira diversificada, com...