Resumo da Carteira em Maio

O mês de maio foi marcado por um cenário econômico de transição no Brasil. A inflação desacelerou, com o IPCA-15 marcando 0,36%, o menor nível para o mês em cinco anos, principalmente por conta da queda nos preços de alimentos. Por outro lado, a condução da política econômica por parte do governo gerou incertezas, com o episódio envolvendo o recuo na decisão de alteração do IOF sobre investimentos no exterior, que demonstrou certa desorganização e falta de planejamento, demonstrando que o governo não discutiu a medida proposta com o Bacen, especialistas, bancos e outras instituições que poderiam alertá-los do aumento do IOF.

A Selic foi mantida em 14,75%, o que sustentou o bom desempenho do CDI no mês, com alta de 1,14%. Mesmo com esse cenário de juros elevados, minha carteira teve um desempenho positivo de 0,65% em maio, acumulando 8,17% no ano, acima dos 5,26% do CDI no mesmo período, o que considero um resultado satisfatório até aqui.


Apesar de eu ter uma carteira diversificada, com alocação entre renda variável (53,21%), renda fixa (32,99%), offshore (10,36%) e multimercado (3,44%), neste mês resolvi analisar mais de perto o desempenho dos meus ativos em ações, que representam a maior fatia do meu portfólio.

Nas ações, houve bastante variação entre os ativos. Alguns destaques positivos:

  • BBDC3 liderou com uma alta de +14,47%, refletindo o bom resultado do trimestre e um otimismo com o turn around da empresa.
  • Fiz um trade de AZUL4 que resultou positivamente em +5,88%.
  • SAPR11 subiu forte no mês com 6,64%.

Por outro lado, alguns papéis pesaram negativamente:

  • BBAS3, caiu muito forte em 19,05% com os péssimos resultados do último trimestre e uma piora geral dos seus números.
  • TTEN3, caiu 13,89% com a preocupação dos investidores com a safra no Rio Grande do Sul e o ambiente desafiador para o Agro com as decisões do governo para aumentar a arrecadação.

No geral, embora maio tenha sido um mês com algumas perdas pontuais, a performance da minha carteira como um todo continua sólida, especialmente considerando o ambiente macroeconômico internacional, que segue pressionado com a escalada de tensões na guerra do Oriente Médio e o prolongamento do conflito na Ucrânia.





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