Minha Trajetória Como Investidor: 6 Anos Superando o CDI e o Ibovespa
Há exatos seis anos, dei o primeiro passo como investidor.
Comecei investindo bem pouco com um lote de Itaúsa, sem certezas, mas com o
desejo de construir patrimônio no longo prazo. Hoje, olho para trás e vejo uma
trajetória cheia de aprendizados, marcada por mudanças políticas, crises, altos
e baixos do mercado e muitas lições práticas.
De 2019 a 2025, o Brasil e o mundo passaram por momentos
desafiadores. Em 2020, veio a pandemia da Covid-19, onde derrubou bolsas
no mundo todo. Lembro bem da sensação de ver minha carteira desvalorizar mais
de 30% em 2 meses, um verdadeiro teste emocional para qualquer investidor
iniciante, fazia apenhas 1 ano que tinha começado a investir. Mas também foi o
momento em que aprendi a lidar com a volatilidade e a importância de manter a
calma diante do caos.
A partir de 2021, vimos uma forte recuperação dos
ativos de risco, impulsionada por estímulos econômicos e juros historicamente
baixos. Foi um período de grandes oportunidades, principalmente em renda
variável.
Já em 2022, o cenário mudou novamente, começou a guerra
na Ucrânia, teve alta na inflação global, dando início a alta dos juros que impactaram
as bolsas e trouxeram incertezas. No Brasil, vivemos transições políticas intensas
e oscilações nos juros, que saíram da mínima histórica de 2% ao ano para
patamares acima de 12%, exigindo atenção redobrada à alocação em renda fixa.
Em 2023 e 2024, o ambiente começou a se estabilizar. Apesar
das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, a inflação cedeu
gradualmente e o apetite ao risco voltou a ganhar espaço. O S&P 500, por
exemplo, renovou suas máximas históricas.
Mesmo com todos esses ciclos, minha carteira acumulou uma rentabilidade de 101,58% até março de 2025, superando o CDI (61,66%), o Ibovespa (28,47%) e a inflação (IPCA: 40,2%), que são os principais índices de benchmark. Isso só foi possível com uma estratégia consistente, paciência e aportes frequentes.
Hoje, a alocação do meu portfólio está assim:
- 51%
em Renda Variável
- 33%
em Renda Fixa
- 14%
em Ativos no Exterior
- 2%
em Multimercado
Essa estrutura me permite estar exposto ao crescimento da
economia brasileira, aproveitar oportunidades no exterior, tanto em renda variável,
quanto renda fixa e manter uma parcela protegida contra oscilações bruscas.
É claro que a sorte também teve seu papel no caminho.
Algumas das melhores decisões foram a compra de BIDI4 (Banco Inter), BRK-B
(Berkshire Hathaway) e TMUS (T-Mobile), que me renderam retornos de 172%, 122%
e 80%, respectivamente.
Esse foi o resumo dos meus 6 primeiros anos como investidor.
Que venham os próximos ciclos.

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